7 de janeiro de 2013

Canja de Bicuda, saudades dos Açores e caldinhos para os doentes





Olá Mary & Mom,

como dizia no post sobre a Jardineira de tempo frio, estes dias de festa têm sido pródigos em desventuras. Primeiro a máquina de lavar loiça faleceu e depois a nossa pequena Sophia apanhou uma valente dose de escarlatina, o que me obrigou a ficar em casa "de molho"...
 Pela falta de apetite que as febres e estas doenças em geral produzem nas crianças e pela dificuldade que é meter-lhes comida à boca nestes dias lembrei-me da existência destas comidas que se dão aos doentes, que são as canjas. E as canjas, minhas lindas, como diria o saudoso Vasco Santana, são como os chapéus: há muitas.

 A mais famosa canja é, sem dúvida a de galinha, feita por esse mundo fora. Aqui em Portugal fazem-se muitas outras. Ele há canja de borrego, ele há canja de peru, canja de conquilhas (ensinou-nos um amigo a fazer na nossa página de facebook, um dia destes) e nos Açores faz-se uma especial que é a canja de bicuda.
 A bicuda é um peixe grande da espécie Sphyraena viridensis, também conhecida como barracuda, que se apanha no mar dos Açores, de carne branca e firme e com múltiplos usos em culinária.
 Tive a oportunidade de experimentar este caldinho de bicuda na casa da minha sogra, que é da maior simplicidade, mas um verdadeiro conforto para o corpo e a alma.
 Para os enfermos, para os sãos e para matar as saudades dos Açores, aqui fica a receita:
  • 1 posta de bicuda
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • meia chávena de massa miúda ou arroz carolino
  • 50 mL de azeite (aproximadamente) 
  • 2 colheres de sopa de polpa de tomate
  • 1 colher de sopa de calda de pimenta
  • sal grosso q.b.
  • hortelã q.b.
  • salsa q.b. (facultativo)
  • 0,5 L de caldo de peixe + 0,5 L de água morna
Comecei por cozer a bicuda em água temperada com sal, meia colher de sopa de calda de pimenta e um terço da cebola.
Estando a bicuda cozida, retirei-a da água e limpei-a de peles e espinhas.
Coei o caldo através de um passador fino e reservei.
Numa panela preparei um refogado com a cebola e o alho picados e levei ao lume com tampa até a cebola ficar translúcida.
Acrescentei então a polpa de tomate, a hortelã e a restante calda de pimenta e deixei cozinhar mais uns minutos.
Adiciona-se o caldo de cozedura do peixe e a água.
Quando a água está a ferver acrescenta-se sal, se necessário, e as massas ou arroz.

Um pouco antes de a massa ou o arroz estarem cozidos acrescenta-se o peixe.
Serve-se quente e com bastante caldo.
Bom apetite,
Sophia.

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